Nos setores de movimentação de materiais e logística de contêineres, o uso de guindastes especializados é fundamental para operações eficientes e seguras. Nesse contexto, os dois tipos de guindaste mais utilizados são:Guindaste pórtico sobre trilhos (RMG)eGuindaste pórtico sobre pneus (RTG)Embora ambos sejam usados para levantar e movimentar contêineres, existem diferenças distintas entre os dois que os tornam adequados para aplicações específicas.
Guindaste RMG:
O guindaste RMG, também conhecido como guindaste pórtico de viga dupla sobre trilhos, é um tipo de guindaste comumente usado em operações intermodais, como terminais de contêineres e pátios ferroviários. Como o nome sugere, os guindastes RMG são montados sobre trilhos, permitindo que se desloquem ao longo de trajetórias fixas para o manuseio eficiente de contêineres. Essa característica o torna ideal para operações que exigem que os contêineres sejam empilhados de maneira precisa e organizada.
Uma das principais vantagens dos guindastes RMG é a capacidade de manusear cargas pesadas com alta precisão. O design de viga dupla proporciona maior estabilidade e capacidade de elevação, tornando o guindaste RMG adequado para içar contêineres padrão e pesados. Além disso, a configuração sobre trilhos permite um movimento contínuo ao longo do trilho, reduzindo o risco de acidentes e aumentando a eficiência operacional geral.
Guindaste RTG:
Por outro lado, o guindaste RTG, também conhecido como guindaste móvel sobre pneus ou guindaste pórtico portuário sobre pneus, é um tipo de guindaste comumente usado em terminais portuários e pátios de contêineres. Ao contrário dos guindastes RMG, os guindastes RTG são equipados com pneus de borracha, o que lhes permite manobrar e operar de forma mais flexível na área do cais. Essa mobilidade permite que os guindastes RTG acessem contêineres em diferentes locais de armazenamento, proporcionando versatilidade nas operações de movimentação de contêineres.
As principais vantagens dos guindastes RTG são sua manobrabilidade e flexibilidade. Por se deslocarem sobre pneus, os guindastes RTG podem navegar pelos pátios dos terminais, recuperando e empilhando contêineres conforme necessário. Essa característica é particularmente benéfica para terminais com arranjos de armazenamento dinâmicos, onde os contêineres são frequentemente movimentados e reposicionados de acordo com as necessidades operacionais.
Diferenças entre guindastes RMG e RTG:
Embora os guindastes RMG e RTG sejam projetados para movimentação de contêineres, existem algumas diferenças importantes entre esses dois tipos de guindastes. As diferenças mais notáveis incluem:
1. Mobilidade: Os guindastes RMG são fixos sobre trilhos e se deslocam ao longo de um percurso predeterminado, enquanto os guindastes RTG são móveis e podem se deslocar livremente no pátio do terminal.
2. Ambiente operacional: Os guindastes RMG são comumente usados em instalações de transporte intermodal e pátios ferroviários, enquanto os guindastes RTG são comumente usados em terminais portuários e pátios de contêineres.
3. Capacidade de movimentação: Os guindastes RMG são ideais para movimentar cargas pesadas e empilhar contêineres com precisão, enquanto os guindastes RTG oferecem a flexibilidade de acessar contêineres em layouts de armazenamento dinâmicos.
4. Requisitos de infraestrutura: Os guindastes RMG exigem infraestrutura ferroviária dedicada para operar, enquanto os guindastes RTG operam em superfícies pavimentadas dentro da área do cais.
Em resumo, embora os guindastes RMG e RTG sejam usados para movimentação de contêineres, suas características de projeto e operação os tornam adequados para diferentes ambientes e aplicações. Compreender as diferenças entre os guindastes RMG e RTG é fundamental para selecionar o equipamento mais apropriado com base nos requisitos específicos de um terminal de contêineres ou instalação intermodal. Ao aproveitar as vantagens exclusivas de cada tipo de guindaste, os operadores podem otimizar as operações de movimentação de contêineres e aumentar a eficiência geral da cadeia logística.

Data da publicação: 09/04/2024



